A.A.Santarém - 3 Escola F. Alcanena - 1
Início de jogo muito bem conseguido pela Briosa. Controlo absoluto das operações. Boas trocas de bola, com constantes movimentações em todos os espaços do terreno de jogo.
O adversário, fechadinho na sua defensiva, espreitava sempre a oportunidade para sair em contra - ataques rápidos. A evidência do nosso domínio traduz-se no facto do primeiro remate da EFC Alcanena à nossa baliza ter acontecido por volta do quarto de hora de jogo.
Até esse momento, já a Académica tinha criado um conjunto de lances perigosos e desperdiçado algumas oportunidades de golo.
GOLO!... A superioridade da Briosa veio a dar frutos aos 17 minutos de jogo quando Zé Águas, num cruzamento remate da lado direito, consegue o primeiro golo do jogo. A final já estava empatada!
Este golo veio dar moral e confiança à nossa equipa. Até ao intervalo, o nosso domínio foi-se acentuando e as oportunidades para dilatar o resultado foram aparecendo naturalmente.
Regista-se um golo invalidado às nossas cores aos 19 minutos (quanto a nós, o maior lapso do árbitro ao longo do jogo, pois o lance não foi ferido de qualquer ilegalidade).
Até ao descanso, a EFC Alcanena só conseguiu um lance digno de algum registo (um canto a seu favor).
Fomos para intervalo a ganhar por 1 a 0. Era preciso mais!
A segunda parte não podia ter começado melhor para a Briosa. No primeiro minuto, após uma boa jogada pelo lado direito, culminada por um cruzamento forte e rasteiro, o adversário, na tentativa de aliviar o esférico, faz autoGOLO!... 2 - 0. Começou a “cheirar” a algo muito bonito e justo para os nossos meninos!
No entanto, foi sol de pouca dura. O Alcanena viria a reduzir a desvantagem aos 36 minutos, após um contra - ataque rápido pelo lado direito, culminado por um bom remate cruzado, sem hipóteses de defesa.
A final estava novamente empatada. Mas nós não queríamos nem merecíamos um terceiro jogo. Sabíamos que tínhamos qualidade para colocar as coisas a nosso favor e tínhamos a consciência de que merecíamos ser felizes.
O jogo foi continuando, quase em sentido único, embora o Alcanena começasse a acercar-se mais da nossa baliza. No entanto, teimavam em não abrir o seu jogo.
Já diz o velho ditado: “Tantas vezes o cântaro vai à fonte que alguma vez há-de partir”.
E partiu mesmo ao minuto 50. G-O-L-O!...
É da Briosa! Grande festa na bancada a aplaudir um magnífico golo do Beni, através de um potente remate à entrada da área, descaído pelo lado direito. Fez-se justiça e voltou aquele “cheirinho” a “quase campeão”.
Faltavam só 10 grandes minutos para a consagração. Foi preciso sofrer! Neste período, a nossa equipa descontrolou-se um pouco. Talvez o cansaço e “aquele cheirinho” que se fazia sentir estivessem na origem de algum desacerto. Em vez de trocarmos a bola de pé para pé (e tínhamos espaço para isso porque, estranhamente, o adversário não nos pressionava quando saíamos a jogar), com calma e serenidade, começamos a “despejar” bolas para a frente. Era o que o Alcanena queria. Apanhar a bola na sua defensiva e, através do seu futebol directo, chegar com perigo à nossa área. Neste período fizemos algumas faltas em locais proibidos que deram origem a livres bastante perigosos para a nossa baliza.
No entanto, tudo passou e …passados 63 minutos de jogo éramos Campeões Distritais 2009/2010.
Lá diz o velho ditado novamente: “Quem espera sempre alcança!”.
Foi a loucura total dentro e fora do terreno de jogo. Também aí, imperou o desportivismo entre os jogadores, treinadores e delegados de ambas as equipas e as respectivas claques.
Uma palavra de respeito e consideração pela equipa adversária. A sua qualidade e o seu esforço dignificaram as suas cores e valorizaram em muito a nossa vitória.
Estão todos de parabéns: dirigentes, treinadores, jogadores, delegados, pais e familiares, adeptos e amigos da AAS (o apoio durante o jogo vindo das bancadas da Agrária foi espectacular!).
Mais um “CANECO” para a nossa BRIOSA!
Arbitragem correcta.
Constituição da equipa da AAS:
1 - Zé Maria; 2 - Pedro Neto; 3 - João Santos; 4 - Zé Águas; 5 - Tiago Martins (cap.) 6 - Pedro Fortunato; 7 - Duarte Santos; 8 - Bernardo Graça (Beni); 9 - Zé Gasopo; 10 - Francisco Vítor; 11 - Francisco Madeira; 13 - Pedro Mourinha.